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Como o Pré-Natal reduz mortalidade materna

Leticia GenesiniAtualizado em 2 min de leitura
Como o Pré-Natal reduz mortalidade materna

A mortalidade materna ainda é um problema relevante de saúde pública — e, na maior parte dos casos, evitável. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 287 mil mulheres morreram por causas relacionadas à gestação e ao parto no mundo em 2020. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam uma razão de mortalidade materna em torno de 57 mortes a cada 100 mil nascidos vivos nos últimos anos, acima da meta considerada adequada. 

O dado mais importante, porém, não é apenas o número, é o fato de que a maioria dessas mortes poderia ser evitada com acompanhamento adequado. O pré-natal é o principal instrumento para reduzir riscos ao longo da gestação. 

O que está em jogo na mortalidade materna 

As principais causas de morte materna incluem: 

  • Hipertensão gestacional (como a pré-eclâmpsia)  
  • Hemorragias  
  • Infecções  
  • Complicações relacionadas ao parto  

Essas condições podem evoluir rapidamente. Sem acompanhamento, muitas vezes são identificadas apenas quando já estão em estágio avançado. 

O pré-natal como monitoramento contínuo 

O pré-natal funciona como um sistema de vigilância da gestação. 

Consultas periódicas permitem acompanhar a pressão arterial, ganho de peso, sinais clínicos e sintomas relatados pela gestante. Esse acompanhamento contínuo aumenta a chance de detectar alterações precocemente, antes que se tornem emergências. 

Por exemplo, alterações na pressão podem indicar risco de pré-eclâmpsia, uma das principais causas de complicações graves na gravidez. Quando identificada cedo, é possível intervir e reduzir significativamente o risco. 

O papel dos exames ao longo da gestação 

Além das consultas, os exames são parte fundamental do pré-natal. 

Eles ajudam a identificar: 

  • Anemias e alterações hematológicas  
  • Infecções (como sífilis, HIV e outras)  
  • Diabetes gestacional  
  • Alterações no desenvolvimento do feto  

Exames de imagem, como o ultrassom, também acompanham o crescimento do bebê e ajudam a identificar possíveis complicações. 

Sem esses exames, muitas condições permanecem silenciosas até se manifestarem de forma mais grave. 

Prevenção e intervenção no tempo certo 

A principal contribuição do pré-natal para a redução da mortalidade materna está no tempo. 

Diagnosticar cedo permite tratar cedo. E tratar cedo evita agravamentos. 

Infecções podem ser controladas antes de se tornarem sistêmicas. Alterações metabólicas podem ser acompanhadas. Complicações podem ser planejadas — inclusive com definição do melhor momento e local para o parto. 

Escrito por

Leticia Genesini

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