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Como é diagnosticada a endometriose?

Leticia GenesiniAtualizado em 3 min de leitura
Como é diagnosticada a endometriose?

A endometriose é uma condição em que um tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste o interior do útero, cresce fora dele, podendo atingir ovários, trompas, intestino e outras estruturas da pelve. 

Apesar de relativamente comum, o diagnóstico ainda costuma demorar. Muitas mulheres passam anos entre o início dos sintomas e a confirmação da doença. Isso acontece porque os sinais podem ser confundidos com cólicas menstruais “normais” ou outras condições ginecológicas. 

Entender como a endometriose é diagnosticada ajuda a reduzir esse atraso e a organizar melhor a busca por avaliação. 

Quais são os sinais que levam à investigação 

O ponto de partida do diagnóstico costuma ser clínico — ou seja, começa com os sintomas e a história da paciente. 

Os mais frequentes incluem: 

  • Cólicas menstruais intensas ou progressivas  
  • Dor pélvica fora do período menstrual  
  • Dor durante a relação sexual  
  • Alterações intestinais ou urinárias relacionadas ao ciclo  
  • Dificuldade para engravidar  

Nem toda dor significa endometriose, mas quando esses sintomas são persistentes ou impactam a rotina, é um sinal de que vale investigar. 

Avaliação clínica: o primeiro passo 

A consulta com o ginecologista é fundamental. Nela, o médico avalia o padrão das dores, a relação com o ciclo menstrual, histórico familiar e outros sinais associados. 

O exame físico, especialmente o exame ginecológico, pode levantar suspeitas , como dor em pontos específicos da pelve ou presença de nódulos. Ainda assim, em muitos casos, ele não é suficiente para confirmar o diagnóstico. 

Por isso, os exames de imagem são uma etapa importante. 

Ultrassonografia

A ultrassonografia transvaginal é frequentemente o primeiro exame solicitado. Quando há suspeita de endometriose mais profunda, pode ser indicado um protocolo específico, com preparo intestinal. 

Esse tipo de ultrassom permite avaliar melhor estruturas como intestino, ligamentos pélvicos e fundo de saco vaginal, aumentando a chance de identificar lesões. 

É um exame acessível e, quando realizado por profissionais experientes, tem boa capacidade de detecção. 

Ressonância magnética da pelve 

A ressonância magnética é outro exame importante no diagnóstico, especialmente em casos mais complexos ou quando o ultrassom não é conclusivo. 

Ela oferece imagens mais detalhadas e ajuda a mapear a extensão da doença, identificar lesões profundas e orientar o planejamento do tratamento. 

Nem sempre é necessária em todos os casos, mas costuma ser indicada quando há suspeita de comprometimento de múltiplos órgãos. 

Laparoscopia: quando é indicada 

A laparoscopia é uma cirurgia minimamente invasiva que permite visualizar diretamente as lesões e, se necessário, tratá-las. 

Durante muito tempo, foi considerada o “padrão ouro” para diagnóstico. Hoje, com o avanço dos exames de imagem, ela é mais indicada quando há necessidade de intervenção, e não mais apenas para confirmar a doença. 

Por que o diagnóstico demora 

A combinação de sintomas comuns, normalização da dor menstrual e dificuldade de acesso a exames especializados faz com que muitas mulheres levem anos até receber um diagnóstico. 

Além disso, a doença pode se apresentar de formas diferentes, o que exige avaliação individualizada. 

Quando procurar avaliação 

Se há dor persistente, cólicas intensas ou sintomas que se repetem ao longo dos ciclos, não é necessário esperar que “passe”. 

Buscar avaliação permite investigar com mais clareza e, se necessário, iniciar tratamento. 

Escrito por

Leticia Genesini

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